segunda-feira, 27 de julho de 2009
Os riscos do abdomen volumoso
Essa grande capacidade que o fígado tem de se autoregenerar está sendo bombardeada pelo estilo de vida atual.
A epidemia de obesidade no mundo todo, o pico de infecção da hepatite C- são milhões de pessoas infectadas por esse vírus e não tem cura- são responsáveis pela Síndrome Metabólica do Fígado. A esteato hepatite pode desencadear como infecção crônica um processo de cancerização e adoecer mortalmente esse órgão tão importante na economia do corpo.
Alguns fatores controláveis podem parar esse processo . Quais são os vilões, especialmente: Sedentarismo, dieta riquissíma em carboidratos ( açucares e massas). Diabetes, doenças cardiovasculares e câncer estão na linha final deste processo. Acrescente a predisposição genética a esses fatores, a doença desabrochará e tomará de conta do organismo.
Uma ocasião ouvi de uma pessoa esbelta um comentário jocoso porém verdadeiro. Ela disse:" Gosto de olhar os carrinhos dos outros no supermercado - carrinho de gordo é repleto de linguiça, presunto, gordura, carne para feijoada tudo que faz a pessoa balofa". Olhe seu carrinho! e descubra que tipo de comida você está ofertando a seu organismo. A facilidade e a fartura que se tem hoje de oferta nos supermercados , de comprar e comer com os olhos é estarecedor. Será que se nós pararmos para refletir e educarmos nossos hábitos alimentares não estaremos dando um grande passo para nossa saúde e a saúde do planeta ? afinal de contas as reservas energéticas do planetas estão escasseando e a nossa saúde em virtude do excesso está deteriorando. É alarmente o grande número de casos de câncer no mundo , especialmente no mundo ocidental.
Participante hoje do XXVIII Congresso Brasileiro de Cirurgia ( 26 a 30 de Julho de 2009) na mesa redonda de controvérsia em Oncologia nos damos conta da grande necessidade cada vez maior do papel do médico como educador. Os veículos de comunicação tem ajudado bastante neste papel de esclarecimento, mas hoje um novo preconceito se instala no mundo contra o gordo, após tantos anos de fartura com uma população cada vez mais obesa começamos agora a identificar as graves patologias decorrentes do excesso , da fartura alimentar e do sedentarismo.
A saúde do fígado reflete a saúde do corpo.
domingo, 26 de julho de 2009
Do Recife a Teresina


Dia 16 de julho de 2009 recebi o título de cidadã Teresinense, título este por proposição do Vereador José Pessoa Leal, outorgado pela Câmara de Vereadores de Teresina. A cerimônia aconteceu no auditório do Conselho Regional de Medicina do Piauí. Um momento de grande relevância não só para mim, mas também para toda minha família. Como o discurso foi extenso apresentarei a vocês alguns trechos de minha fala.
Nesta noite memorável, 16 de julho de 2009, no auditório do Conselho Regional de Medicina Piauí, a casa do médico, eu tenho a honra de receber o título de cidadã Teresinense, de fato e de direito.
A escolha desta data é muito especial para nossa família, 16 de julho de 1927 nascia o patriarca de nossa família: José Firmino de Sousa, médico pediatra, se vivo fosse hoje completaria 82 anos, os que o conheceram e privaram de sua amizade recordam-se frequentemente das memoráveis festas na fazenda Malhada de Cima, no município de Timon-Ma, por ocasião de seu aniversário, festas estas que duravam todo o dia 16 de julho, com muita fartura e alegria. Os louros deste título entrego a ele e a nossa querida mãe Lizete de Oliveira Farias, ambos trabalharam proficuamente nesta terra, aqui completaram a prole; nossas irmãs Klênia e Kledja, Piauienses, nasceram na maternidade São Vicente de Paula ( atualmente o Centro Integrado Lineu Araújo , onde trabalho) nesta cidade de Teresina.
Meu pai, nascido no município de Matões – Maranhão estudou em Teresina e posteriormente dirigiu-se ao Recife onde cursou o curso Médico na Faculdade de Medicina, chamada na época Universidade do Recife, turma de Dezembro de 1953. Erudito e poeta era exímio repentista, ainda muito lembrado pelos amigos que privaram de sua presença marcante cujo traço mais representativo era sua capacidade de sextilar em qualquer ocasião.
Minha mãe, muito jovem na época que o conheceu, trabalhava como secretaria e estudava; com o curso secundário incompleto abandonou os estudos para acompanhar aquele jovem médico talentoso e sério, de olhos verdes sedutores, hábil dançarino e de eloqüência no falar. Inicialmente, após o casamento moraram em Penedo-Al, após Vicência –PE e posteriormente retornarmos ao Recife. Por apelo de seus pais Benedita e Luiz Firmino saíram da cosmopolita do Recife para a pequenina cidade de Timon - MA.
Da união de Maranhão e Pernambuco nasceu o nome Marabuco, meu pai com sua veia poética e inventiva, após constrangimento com seu nome Sousa ( tão popular no Brasil quanto Silva) nome este que remonta a historia do Brasil colônia com os primeiros Souzas vindo da joia luzitana e por aqui esparramando descendência, pois bem : O sobrenome Sousa por duas significativas ocasiões haviam ocasionado situações vexatórias a ele – José Firmino de Sousa, decidiu então que seus filhos teriam um nome diferente e para os diferenciar iniciou a família Marabuco – juntando Mara de Maranhão e Buco de Pernambuco, com essa decisão alcunhou a nova família com um nome forte e de sonoridade misteriosa; alguns pensam ser Japonês outros acham que é de origem Árabe. Ele gostou tanto do nome que mais tarde pediria aos filhos que quando casassem e tivessem seus filhos retirassem o Sousa, mas perpetuassem o Marabuco.
Com cinco anos de idade, eu e meus irmãos Luiz Firmino de Sousa, o Tuá para os íntimos que hoje se tornou alcunha do político, Vereador Tuá de Timon, e Danísio Iran Marabuco de Sousa, hoje médico urologista. Entre Timon e Teresina fincamos nossas raízes. Nós três nascemos na Maternidade Santa Rita na Avenida Conde da Boa Vista em Recife, nascidos Pernambucanos e com uma herança genética de Holandeses, Portugueses, Negros e Índios, herdamos a força híbrida da família Brasileira.
De meu pai, por acréscimo da misericórdia Divina, herdei um pouco de sua memória prodigiosa, a inclinação para as Ciências Médicas, o raciocínio investigativo do Diagnóstico, o gosto e o fascínio pelas artes e o profundo respeito pelo sagrado e religioso.
De minha mãe herdei a operosidade e a ternura na lida com o próximo, a fortaleza e o destemor no enfretamento das dificuldades da vida além da uma inteligência privilegiada para mudanças. Ela muito jovem e talentosa, ágil datilografa era prendada nas artes culinárias, talento que por sua vez herdara de sua mãe Maria Carolina, cujo sabor da cozinha era famoso lá, no Pina ( bairro do Recife). Nossa mãe além de uma bela mulher era uma nobre e sensível alma gostava de declamar poesias para nos ninar à noite, que acalmavam e educavam.
Vindo da capital Pernambucana adaptou-se perfeitamente ao novo estilo de vida e trabalho sem nunca esquecer suas origens, junto com meu pai nos ensinaram o jeito contagiante do frevo e a saudade do Recife.
Quando eu tinha 17 anos um fato marcante iria mudar a nossa vida familiar, minha mãe decidiu deixar de ser a mulher do Dr. Zé Firmino para ser uma profissional. Em um ano fez o supletivo e passou no vestibular para Direito na UFPI e em tempo recorde com muita garra e determinação concluiu com sacrifícios extremos o curso de Direito em três anos e meio (3,5 anos), não desperdiçando todas as oportunidades dos cursos de férias, atravessando tarde da noite de canoa de Teresina para Timon, logrando pleno êxito no final do curso nos concursos de promotoria e defensoria pública no Estado do Piauí. Foram esses valores inestimáveis e exemplos que nos moldaram o caráter, atestado o que sempre se soube e que hoje a ciência ratifica que o exemplo e a condução dos pais, muito além da genética é o que forma o caráter e o juízo de valores dos filhos.
Desde cedo meu Pai sempre me dizia, você vai ser cirurgiã, vai ser minha substituta. "Quando você voltar, irei me aposentar". Dizia com tanta ênfase por todos os lugares, com um sentimento de orgulho que me envaidecia; e sempre me apresentava como a herdeira do seu saber médico. Um dia o machismo da região se apresentou a mim! Como de costume quando ele me apresentava sempre dizia cheio de felicidade: esta é minha filha, minha substituta. Certa feita um Senhor que felizmente não gravei a fisionomia disse: Mas Doutor uma MULHER! E ele respondeu sem pestanejar: É, uma mulher, replicou sem deixar dúvidas ao seu interlocutor da veracidade da sua escolha.
Com excelente formação escolar ingressei na disputada e prestigiada Faculdade De Medicina da Universidade Federal de Pernambuco, cujo campus no Engelho do Meio me possibilitou sólido aprendizado da Ciência Médica, o convívio com renomados Mestres catedráticos, respeitáveis estudiosos da época e uma escola de vanguarda que acolheu mentes inteligentes inquietas e vibrantes, cujos anseios de liberdade foram famosos na época da ditadura.
Para não me prolongar, o texto é grande, resumirei: Meu internato (sexto ano Médico) o fiz no Hospital do Servidor do Estado de São Paulo. Residência em Oncologia Cirúrgica no Hospital A. C. Camargo, por esta época já possuía bolsa e vínculo com o Hospital São Marcos em Teresina, bolsa essa proporcionada com Dr. Alcenor Almeida e Dr. Artur Cândido de Assunção. No retorno à Teresina como já havia passado no concurso para Oncologista do INAMPS ( Ministério da Saúde ) fui lotada como ginecologista no posto do antigo INPS da Praça João Luiz Ferreira, por não haver vaga para oncologista. Posteriormente, no final de 1991 prestei concurso para professor auxiliar de cirurgia no Departamento de Clínica Geral – Clínica Cirúrgica - FUFPI. Já como professora de cirurgia da nossa Universidade, ingressei no Doutorado de Cirurgia de Cabeça e Pescoço da Universidade de São Paulo.
Teresina me proporcionou ainda, a honraria de receber na Administração do Prefeito Firmino Filho, o elevado título de Honra ao Mérito com a Medalha Conselheiro Saraiva.
Em 1997 quando da defesa de tese do doutorado, na Universidade de São Paulo, uma voz interior me chamava atenção; para mim, a voz de Deus falando em minha mente: "Quanto mais títulos, mais humildade e responsabilidades". Transpondo para o momento presente ao receber o título de Cidadã Teresinense, sinto-me investida de mais responsabilidades para com esta cidade e seu povo que me acolheram e agora me outorgam o título de cidadã , doravante Teresinense.
sexta-feira, 3 de julho de 2009
Papilomatose Vulvar e Papilomatose HPV
Conhecendo seu corpo você identifica lesões precocemente, tenha o hábito do auto exame, há mulheres que teem medo de se tocar e protelam o diagnóstico de uma lesão ou uma doença.
De qualquer forma convém procurar o especialista em caso de dúvida.
domingo, 28 de junho de 2009
DOENÇAS SEXUALMENTE TRANSMITIDAS
É sempre oportuno o alerta de prevenção sobre as doenças que muitas vezes negligentemente, por descuido ou por desconhecimento a pessoa se contamina em um ato sexual.
O médico e erudito, Girolamo Fracastoro, nascido na cidade de Verona, região do Vêneto – Itália, tendo estudado na Universidade de Pádua, 1501, dedicou um poema à Sífilis: Sífilis - uma Teoria de contágio.
Naquela época muitas doenças desafiavam a comunidade médica e uma delas com sintomas terríveis, chamada então "doença espanhola", por outros "prurido napolitano" e "varíola francesa", era muito agressiva e desconhecida, só no século XVII é que teve o nome lues venera doença venérea. Sífilis foi o nome que Francastoro deu a tal doença que segundo o autor um "pastor de nome Syphilus por reverenciar um rei mundano incitou a ira do deus sol, como punição ele sofreu de chagas pútridas em todo o corpo, noites insones e seus ossos doíam impiedosamente". Publicada em 1530, "Syphilis sive morbus Gallicus, foi dedicada ao cardeal Pietro Bembo, conhecido erudito, secretário papal e um dos vários amantes de Lucrecia Borgia". Francastoro fala ainda da cura de Ilceus, um agricultor que se curou em banhos de mercúrio, terapia que foi muito usada na época que provocou muitas mortes por intoxicação mercurial.
A importância de se conhecer as doenças e infecções sexualmente transmitidas está no fato de que além do alto risco de disseminação, elas podem comprometer gravemente a saúde da pessoa acometida. Além de favorecerem a transmissão do HIV podem provocar câncer, lesões anus-retais, doença inflamatória pélvica na mulher com conseqüente infertilidade, além de resultar em importantes problemas emocionais que podem levar às neuroses.
Devido ao aumento crescente nos últimos anos, as DSTs (doenças sexualmente transmitidas) são consideradas um problema de saúde pública. Uma série de fatores são os causadores do aumento dessas doenças, entre eles estão: promiscuidade sexual, falta de educação sexual adequada especialmente para a faixa mais jovem, baixas condições sócio-econômicas e culturais, automedicação, resistência aos antibióticos, prescrição de medicação por curiosos inabilitados, uso inadequado de métodos contraceptivos, péssimas atuações dos serviços de saúde bem como despreparo dos profissionais, falta de orientação adequada por parte do serviço de saúde para o controle das doenças.
A classificação que se segue surgiu em 1982, é uma das mais utilizadas:
(1) Doenças essencialmente transmitidas por contágio sexual: Sífilis, Gonorréia, Cancro mole, Linfogranuloma venéreo.
(2) Doenças frequentemente transmitidas por contágio sexual: Donovanose, Uretrite não-gonocócica, Herpes simples genital, Condiloma accuminado, Candidíase genital, Fitiríase, Hepatite B, AIDS.
(3) Doenças eventualmente transmitidas por contágio sexual: Molusco contagioso, Pediculose, Escabiose, Shigelose, Amebíase.
Se apresentar úlceras ou verrugas genitais, corrimentos uretrais ou corrimentos vaginais, desconforto ou dor pélvica (dor no baixo ventre) deve-se procurar imediatamente o profissional médico especialista ou não-especialista para a orientação correta.
PERIGO NAS RUAS: TRAUMATISMO DA LARINGE
Hoje em Teresina, como em muitas cidades brasileiras, cresce de forma triste a tragédia das ruas. A violência urbana especialmente a violência no trânsito deixa cada vez mais vítimas e infelicita a vida de muita gente. Além dos acidentes automobilísticos que de forma dramática e terrível ceifa as vidas de muitas pessoas acrescente-se o crescimento dos acidentes de motos. Como cirurgiã de Cirurgia de Cabeça e Pescoço da Universidade Federal do Piauí, trabalhando no Hospital Getúlio Vargas é com pesar que observamos o crescimento da fila de espera para a cirurgia de correção da laringe; essa cirurgia é o tratamento proposto para os pacientes que sofreram traumatismo de trânsito, especialmente os motoqueiros e tem estenose da traquéia ou da laringe. O acidente no trânsito leva o paciente, muitas vezes com múltiplos traumas, à intubação prolongada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Um longo período com um tubo na garganta (tubo endotraqueal) compromete a vascularização delicada da mucosa da laringe e traquéia provocando às vezes um dano irreparável nesta, tendo como conseqüência a estenose (estreitamento) da luz do órgão. Os traumas da laringe provocados por intubações orotraqueais prolongadas em pacientes nas Unidades de Terapias Intensivas (UTI), são ditos iatrogênicos, sendo muitas vezes irreversível pode levar o paciente que a usar uma cânula endotraqueal pelo resto de sua vida, se não for possível correção.
Acrescente-se a estes acidentes de trânsito os casos em que as pessoas estendem cordas, fios de nylon nas ruas e os motoqueiros ao passar são pegos de surpresa e acabam sendo vítimas de um acidente com traumatismos graves no pescoço.
A Laringe ou o Laringe, os dois são corretos, também conhecida popularmente como pomo de Adão nos homens, é um órgão do pescoço que tem importante função na fala, aí estão às cordas vocais, e na respiração, suas lesões são gravíssimas colocando em risco a vida do paciente. No caso de lesão a prioridade imediata é manter a via respiratória pérvia, ou seja, o paciente precisa respirar, pois este é o tubo no pescoço, que leva o ar para os pulmões, portanto vital para manter a vida da pessoa acidentada.
Esses traumas da laringe pode ser interno ou externo, o último pode ser subdividido ainda em penetrante e não penetrante. O penetrante pode ser resultante de ferimento por arma de fogo ou arma branca, o não penetrante ocorre quando o órgão é comprimido entre o objeto (no caso de acidente automobilístico – a direção, por exemplo) e a coluna cervical. Os sintomas característicos desses traumas são: rouquidão, disfagia, odinofagia e dispnéia.
Nossa alerta como profissionais de Saúde é exatamente aos que utilizam o trânsito, motoristas e especialmente os motoqueiros, muitos desprezam o uso de capacetes, em sua grande maioria pessoas jovens; para atentar às regras de trânsito, o cuidado com o outro, se beber não dirija. O cuidado consigo mesmo e com os outros são princípios que poupariam muitas vidas, evitando tragédias e perdas. É imprescindível aprendermos educação no trânsito. Respeite vida, ela é preciosa para todos.
Anticoncepcionais – Mitos e Desconhecimentos.
A história da anticoncepção na humanidade vem de muito tempo. No sentido de controlar a fecundidade, limitar o número de descendentes seja por causas individuais ou sociais, a história registra desde os mais esdrúxulos métodos até a moderna pílula anticoncepcional. Com o evoluir dos tempos "nada mudou tanto e tão rapidamente quanto as mulheres, elas passaram a fazer exigências pessoais extremamente marcantes"... (Gynaecia/vol3, Set/1997), daí a crescente busca da ciência para atender essas necessidades e exigências.
O empirismo dos antigos como a mágica de borrifar sangue menstrual em amuletos que a mulher carregava consigo; a ingestão de diversas porções de extratos de plantas, tampões empregado de azeite, mel ou menta, cuspir na boca de sapo por três vezes, comer abelha, até ao coito interrompido que é citado na Bíblia (Gênese 38-9) e tantos outros métodos de antinatalidade se aprimoraram com a pílula provocando um impacto social tão grande que mudaram os hábitos sexuais da população a ponto de se definir- o antes e o após a pílula.
Muitos mitos e desconhecimento do uso dos métodos de controle da natalidade especialmente da anticoncepção oral até hoje perduram.
Alguns deles merecem ser comentados:
(1) Conhecer a pílula fez os jovens entrarem na vida sexual mais cedo?
- Cartes, descrevendo o impacto da pílula na sexualidade juvenil: Os índices mostram a gravidez nas mulheres menores de 19 anos são freqüentes, mas não são os que usam anticoncepcionais. De fato os estudos mostram que as adolescentes que engravidam, desconhecem os métodos, não conversam com os pais ou são mal orientados.
(2) A pílula do dia seguinte é método anticoncepcional?
- Não, é método de emergência.
(3) Adolescente não pode usar? Atrasa crescimento? Engorda, aumenta as mamas?
Nas adolescentes, os anticoncepcionais hormonais combinados não apresentam efeitos adversos sobre o eixo neuroendócrino reprodutor. Devem fazer parte de programa de orientação aos jovens que inclui: educação sexual, esclarecimento sobre todos os métodos contraceptivos, riscos de abortamentos provocados, doenças sexualmente transmissíveis, avaliação clínica e indicação da menor dose eficaz. Os anticoncepcionais hormonais são anabolizantes, portanto melhorando a assimilação dos alimentos estimulam o ganho de peso.
A pílula se compõe de quê?
(4) - Os anticoncepcionais hormonais são compostos de estrogênios e progestogênios, juntos ou isolados. Inibem a secreção de gonadotrofinas (FSH e LH- hormônios da hipófise que estimulam os ovários) consequentemente impedem a ovulação.
(5) Na perimenopausa, ainda precisa a mulher se prevenir de gravidez?
- Sim, pois os ciclos apesar de serem irregulares podem ser ovulatórios e ocorrer gravidez.
(6) Quem nesta fase não pode usar anticoncepcional?
- devem ser considerados os fatores de risco: hipertensão arterial, cardiopatia, diabetes, tabagismo, história de tromboembolismo.
(7) É necessário o preventivo na mulher jovem que usa anticoncepcional.
HPV – O que você precisa saber - Atualização
As verrugas genitais são conhecidas desde a antiguidade, quando foram relatados as lesões provocadas pelo papilomavírus (HPV) humano na forma de verrugas. Hipócrates (460 – 377 a.C.) utilizou o termo condiloma para identificar tais verrugas genitais. Apresenta alta prevalência vez que foi encontrado que 27% das mulheres assintomáticas possuem o DNA do HPV na vagina, presença essa indesejável, detectada pelos exames de captura hibrida II e reação de cadeia de polimerase. O HPV está relacionado ao Câncer do Colo do Útero, O conhecimento dessa doença é importante na prevenção e detecção precoce da mesma.Saiba mais:
- O câncer do colo do útero é a segunda neoplasia mais freqüente do sexo feminino.
- Após 12 meses da primeira relação, 25% das mulheres já apresentam HPV cervical (colo do útero)
- 99,7% dos cânceres cervicais apresentam DNA do HPV de alto risco.
- Papilomavírus humano são mais de 120 subtipos diferentes e aproximadamente 40 deles infectam o trato genital.
- Os subtipos mais agressivos são os 16 e 18, relacionados ao câncer do colo do útero.
- Os subtipos 6 e 11 estão associados às lesões benignas como a verruga simples e o condiloma, acometem não só os genitais mas também a boca e laringe.
- Período de incubação do HPV é de três a oito meses. Tempo de aparecimento da lesão - indeterminado.
- Nem toda lesão por HPV se transformará em câncer.
- A biologia do vírus é distinta, cada mulher tem uma competência imunológica variada.
- Algumas mulheres podem eliminar o vírus; quanto mais jovem a mulher menor é a competência imunológica para lidar com o vírus, daí a indicação da vacina.
- Após a infecção por HPV de alto risco, a probabilidade de desenvolver câncer é de 50 a 100 vezes maior em mulheres que nunca tiveram contato com o vírus. Igualmente o risco de desenvolver a lesão de alto grau é 300 vezes maior.
- Os co-fatores para desenvolver a doença são: tabagismo, multiplicidade de parceiros, usa de contraceptivos orais, deficiência nutricional, presença de doença venérea e idade precoce da primeira relação sexual.
- Apesar do uso do preservativo não garantir proteção contra o HPV ele deve ser sempre usado, pois previne as doenças sexualmente transmissíveis, que segundo o item acima é um fator que soma ao vírus de alto risco e os dois fatores juntos são decisivos para o aparecimento do câncer cervical. Manutenção da higiene íntima, visita periódica ao seu ginecologista ou consulta a qualquer sintoma anormal garantem a saúde genital.
- As vacinas contra o HPV são profiláticas e à semelhança de outras vacinas que são administradas na infância, são mais eficazes quando administradas antes da exposição ao vírus, esta fase corresponde
A pré-adolescência e adolescentes jovens. Neste caso em especial refere-se às meninas, a vacinação dos homens permanece ainda incerta, apesar dos homens apresentarem altas taxas de infecção pelo HPV; APRESENTANDO UM RISCO ELEVADO DE DESENVOLVEREM VERRUGAS GENITAIS E CÂNCER INVASIVO DO PÊNIS E ANUS.
- Mulheres que são positivas para o HPV podem tomar a vacina. Estudos demonstram proteção contra os tipos que a mulher não foi contaminada( no caso, vacina quadrivalente recombinante que imuniza contra HPV 6,11,16 e 18)
- A vacina ainda não foi liberada para uso em gestantes.
